Com a quantidade de estímulos e distrações que nos rodeiam, cada vez mais as pessoas têm dificuldade em distinguir o que é ser produtivo.

Muitos desses estímulos começaram a ser assumidos como essenciais para as nossas funções profissionais e roubam-nos tempo ao que verdadeiramente interessa.

Exemplo disso são as redes sociais.

Começámos a utilizá-las muitas vezes como ferramentas de trabalho, mas na maioria das vezes elas acabam por se misturar entre pessoal e profissional, entre essencial e supérfluo.

Já reparou na quantidade de vezes que vai ver o seu Instagram, Facebook, Messenger, WhatsApp, etc.

E a quantidade de vezes que o fazemos alegando motivos profissionais “Eu uso o WhatsApp para fins profissionais! Preciso de ver se tenho mensagens importantes!”

O problema é que a percentagem de conteúdo que nos é enviado, mesmos que por colegas de trabalho, é maioritariamente lúdico e pouco importante para as nossas tarefas de produção!

Outra situação com a qual fazemos confusão é a relação entre o tempo de trabalho realizado e o ser produtivo.

A maioria das pessoas confunde trabalhar durante muitas horas com ser produtivo.

Quantas vezes já ouviu “Ele é um excelente profissional, trabalha imenso, está sempre a trabalhar!”

Mas ser produtivo é exatamente o oposto.

Ser produtivo é conseguir realizar as tarefas estipuladas para chegar a determinado objetivo, dentro do tempo programado para executá-las e, por vezes, até em menos tempo!

E aqui existem duas possibilidades:

  1. Por mais organizada que a pessoa seja e por mais ferramentas e técnicas de produtividade que utilize, nunca consegue cumprir as tarefas dentro do tempo que seria expectável. Aí temos um problema de distribuição excessiva de tarefas e é uma situação a ser analisada.
  1. Ou então, apesar de ter tarefas ajustadas ao tempo de trabalho expectável, a pessoa, numa base regular, não consegue cumprir timings ou para o fazer precisa de despender muito mais horas de trabalho. E aqui temos um problema de gestão de tempo e falta de métodos de produtividade.

Em ambas as situações, é necessário analisarmos o que se está efetivamente a passar e realizar as devidas alterações para otimizar a situação.

No primeiro ponto, muitas vezes a solução passa pela contratação ou pela simplificação de procedimentos, ganhando desta forma tempo em tarefas às quais se atribuía uma complexidade desnecessária ou onde os recursos usados estavam desajustados.

No segundo ponto, é essencial estimular no colaborador as competências necessárias para desenvolver a sua produtividade e perceber o que está a motivar o desequilíbrio entre tempo de trabalho e o que está a gerar/produzir.

É essencial que as empresas, nos dias hoje, sejam capazes de analisar regularmente a capacidade produtiva dos seus colaboradores, os gatilhos que levam a esse nível de produtividade e oferecer-lhe ferramentas, estratégias e métodos que os capacitem para um melhor desempenho.

E para tal, o desenvolvimento de competências comportamentais é essencial!

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