Desde a infância que o foco da nossa formação e aprendizagem é em competências técnicas, mas para executarmos qualquer função com qualidade e excelência e de forma a obtermos o sucesso, são necessárias 3 vertentes:

– Saber teórico (conhecimentos)

– Saber fazer (habilidades)

– Saber ser (atitudes)

Apesar de serem essenciais para se atingir o sucesso, ao longo da nossa vida, poucas são as instituições (formativas ou empregatícias) que veem as competências comportamentais, o saber ser, como essenciais e como um investimento prioritário no desenvolvimento das suas estruturas e do capital humano que delas fazem parte.

No entanto, são exatamente as competências comportamentais que motivam os colaboradores a colocarem em prática as suas habilidades e os seus conhecimentos.

O saber ser é algo que nos acompanham durante toda a vida e durante todo o dia. Na nossa vida pessoal, essas competências têm um peso tremendo e a forma como impactam a nossa vida pessoal tem posteriormente repercussão na nossa vida profissional.

Até porque situação básicas de sobrevivência, como a alimentação, a hidratação ou o descanso, têm um impacto profundo na nossa produtividade e desempenho e o relacionamento que temos com as mesmas, está na maioria das vezes ligado ao desenvolvimento das nossas competências comportamentais.

Um dos maiores erros no mundo empresarial é não reconhecer que é impossível separar na totalidade a vida pessoal, da vida profissional. Uma tem impacto na outra e não há como separá-las, porque no fundo elas fazem parte de algo uno: a nossa vida.

Nas competências comportamentais encontramos por exemplo a motivação, a liderança, a inteligência emocional e a comunicação. Se o indivíduo conseguir estimular estas competências consegue mais facilmente atingir o seu potencial, pois como costumo referir com frequência, potencial sem ação e resultados é apenas uma possibilidade.

E efetivamente o potencial não consegue ser atingido sem conciliar as 3 vertentes acima mencionadas.

Mas o que continua a acontecer é um foco extremo nas competências técnicas e uma abstração face às competências comportamentais, sem que se avalie o impacto que essa indiferença tem na empresa, nos resultados e nas pessoas.

Apostar em competências comportamentais, é cada vez mais essencial para nos movermos num mercado extremamente competitivo, pois são elas que marcam a diferença.

Porque a verdadeira diferença entre as empresas, não está na grande evolução tecnológica que promovem ou nas estruturas técnicas que implementam, mas sim nas pessoas e na forma como agem perante os desafios, os problemas, as possibilidades, as oportunidades, as expetativas e como operam de forma eficaz e eficiente as tecnologias e técnicas que têm ao seu dispor.

E é nelas que se tem de centrar o investimento, visto que são elas o nosso diferencial!

Além disto, apostar em competências comportamentais tem inúmeros benefícios:

– Melhora os resultados e a performance, pois os colaboradores sentem-se mais motivados e até capacitados a atingir os objetivos traçados e muitas vezes a superá-los;

– Diminui drasticamente o absentismo, pois grande parte das doenças dos dias de hoje estão associadas ao stress e ao diminuir esse fator a probabilidade de os colaboradores faltarem por motivo de doença é reduzido;

– Diminui significativamente a rotatividade de equipas, pois os colaboradores sentem que apostam em si e nas suas capacidades e sentem-se reconhecidos, aumentando desta forma o sentimento de pertença e diminuindo a probabilidade de procurarem outras alternativas profissionais;

– Melhora as relações laborais, pois são descobertas novas formas de relacionamento e novas formas de comunicar que têm impacto direto no ambiente de trabalho, que se torna na maioria das vezes mais colaborativo e solidário;

– Melhora a imagem da empresa junto do seu público interno e muitas vezes do público externo, pois a motivação e o sentimento de pertença e reconhecimento faz com que os colaboradores não só tenham uma imagem positiva da empresa para a qual trabalham, como passam essa imagem a terceiros (pois como já foi dito anteriormente, a vida profissional e pessoal é algo indissociável e um dos temas de conversa entre familiares, amigos e conhecidos é o trabalho);

– Tem repercussão nos custos, pois tem influência direta no desempenho dos colaboradores, no alcance de objetivos e na utilização eficiente das ferramentas à sua disposição.

E como qualquer construção, se não tiver pilares estruturais sólidos e adaptados às suas necessidades, colapsa ou evidência fragilidades.

Por isso aposte na formação em competências comportamentais e surpreenda-se com o impacto que isso terá na sua estrutura.

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