Ao longo dos tempos e desde a pré-história, o stress fez parte da nossa vida.

Mas em tempos em que as ameaças eram bem específicas, e normalmente implicavam dentes e garras e punham efetivamente a nossa vida em perigo, esse stress era usado em momentos vitais e estimulava o corpo no seu todo a agir de acordo com as necessidades daquele momento.

O sangue e a energia concentravam-se nos músculos e dessa forma lá corríamos nós literalmente pela vida.

Mas hoje em dia, apesar dos perigos que podem espreitar em cada esquina, o nosso stress está cada vez menos associado a momento de sobrevivência e, num reverso da medalha, começa a ter um impacto profundo na nossa qualidade de vida, na nossa saúde e, ao contrário do que inicialmente acontecia, acelera o nosso caminho até à morte.

Nesta era moderna, grande parte das patologias estão associadas ao stress.

Depressão, complicações do aparelho digestivo, problemas cardíacos, problemas na pele e envelhecimento precoce, transtornos do sono, problemas músculo-esqueléticos, alterações do sistema imunitário, transtornos emocionais, …

Mas mesmo assim, não olhamos para o stress como uma prioridade a ser tratada.

Muitas vezes até, numa ida ao médico com inúmeras queixas, são-nos prescritos exames para detetar causas para os sintomas descritos, sem nos concentrarmos numa das causas mais prováveis dos dias de hoje: o stress.

E lá vamos nós continuando a acumular maleitas, a diminuir a nossa qualidade de vida, a condicionar as nossas atividades, sentindo-nos incapazes de viver de forma plena, pois estamos cansados, desgastados, emocionalmente frágeis, desequilibrados energeticamente, doridos, inertes, desmotivados, desorientados e apáticos em relação a este envenenamento lento.

Sim, porque o stress é o veneno do século XXI.

Já não fugimos de leões, tigres, lobos ou coiotes. Mas continuamos diariamente a libertar hormonas como se essa fuga estivesse iminente. Mas não está…

E como não as utilizamos da forma apropriada, elas apenas servem para intoxicar um pouco mais o nosso organismo, já por si intoxicado por outras vias, como a poluição ou as toxinas e químicos que ingerimos na alimentação.

E depois perguntam “O que posso fazer? Eu não posso fazer nada! O meu trabalho é stressante, a minha vida familiar é stressante, não depende de mim!”

Mas deixe-me que lhe diga… está apenas a autossabotar-se e a arranjar uma desculpa para não tomar as rédeas da sua vida.

Toda a nossa vida é feita de escolhas. Ninguém escolhe por si, pois existem sempre alternativas. Algumas implicam mais esforço do que outras, é verdade, mas isso não quer dizer que não possa seguir por esses caminhos. O importante é perceber o que está disposto a dar, quais são as suas prioridades, o que o tira da zona de conforto.

Já anteriormente referi isto, a vida é demasiado preciosa para nos deixarmos levar por ela como um barco à deriva…

Pegue no leme e torne-se o comandante do seu barco!

Faça uma escolha… escolha-se a si!

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